Mostrar mensagens com a etiqueta grupo da boavista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta grupo da boavista. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de julho de 2009

Grupo da Boavista na Rádio Clube de Matosinhos



Programa na RCM irá para o ar Quarta-feira, dia 22. Entre as 19h e as 20h. ( Repete sábado às 24h ) .

Tem como assistente de realização José Silva.

Joaquim Jorge convida vários autores de blogues . O tema é a Blogosfera : Os blogues e implicações na liberdade de expressão e na política

Neste programa é dada voz aos bloggers que poderão sugerir, opinar e criticar .

Há um espaço que os interessados poderão entrar em directo no programa de rádio :

1 – Via telefone através do número 22 9381756

2 - Via net através do blogue Clube dos Pensadores , na hora as opiniões dos internautas serão lidas e tidas em conta para a discussão.Esta emissão estará disponível online a partir do site RCM ou com a frequência 91.0 no seu rádio.
São convidados além do blogue Clube dos Pensadores , o Porto de Leixões , Matosinhos Online ; do Portugal Profundo , Portugal dos Pequeninos , Grupo da Boavista , Atributos , entre outros.

1 - Vítor Maganinho (Matosinhos OnLine) e (OffShore das Berlengas) - 19h10
2 - José Modesto (José Modesto) - 19h15
3 - António Balbino Caldeira (Do Portugal Profundo) - 19h20
4 - João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos) - 19h25
5 - Francisco Castelo Branco (Olhar Direito) - 19h30
6- José Magalhães (Atributos) - 19h35
7 - João Pedro Neto (Grupo da Boavista) - 19h40
8 - Eugénio Queirós (O Porto de Leixões) - 19h45
9 - António Veríssimo - 19h50

Clube dos Pensadores

Como podem observar, terei ter o prazer de participar no programa a convite do Joaquim Jorge do Clube dos Pensadores, a quem aproveito para agradecer a oportunidade que me dá de contribuir para tão importante debate.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Horror do Vazio

Mais uma vez, tomamos a liberdade de transcrever um excelente artigo de Mário Crespo.

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos