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sexta-feira, 10 de julho de 2009

A novela continua

É lamentável (e inclusivé confrangedora) a situação em que se encontra a campanha de Elisa Ferreira.

Muito já foi dito e escrito em várias sedes. Também já o fizemos aqui no blog mais do que uma vez e pouco mais haveria a acrescentar, não fossem as notícias de total abandono de Elisa Ferreira por parte do PS.

Como escreveu o Miguel:

"Esta dupla e esquizofrénica candidatura que foi testemunhada pelos portuenses em outdoors colados com fotografias da candidata com a sua "dupla personalidade" trata de assegurar o "tacho a todo o custo", algo que, em abono da verdade, o currículo académico e profissional da candidata verdadeiramente dispensava, relegando para último plano os interesses da comunidade, da causa pública e os valores mais nobres da política.

Está visto que Elisa Ferreira está-se nas tintas para a cidade do Porto e para os Portuenses."

Elisa Ferreira sabe que tem garantido um lugar no Parlamento Europeu e deverá saber que conduzirá o PS a uma derrota histórica no Porto. É notório que se está nas tintas para a cidade.

Agora percebemos que o Partido Socialista também se está nas tintas para Elisa Ferreira.


Trata-se apenas de mais uma manifestação de que a virtude da lealdade, como já o dissemos aqui, não está muito na moda para os lados do Rato (e também na rua de Santa Isabel, neste caso). No fundo, não se trata de nenhuma novidade. Que o digam (e já disseram...) Leonor Coutinho ou Sónia Sanfona.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Política de mentira.

Como todas as mais recentes decisões do Partido Socialista, a de impedir a dupla candidatura às eleições autárquicas e legislativas, soa a falso. Soa a pura manobra política, na pior acepção da expressão. Não admira pois, que o partido se encontre extremamente dividido.

Se repararmos bem, as manobras socialistas nunca têm a sua origem em convicções ou no reconhecimento de erros "substanciais", mas estão sempre relacionadas com a forma, a imagem , o impacto na opinião pública e nas hipotéticas intenções de voto.

Foi assim com a PT. Depois da anedota que Sócrates contou aos portugueses de que não estava informado acerca da operação de aquisição de 30% da Media Capital (e do reconhecimento implícito da preocupação com a linha editorial seguida pela TVI), veio a justificação para a proibição da operação: "o governo não quer que haja a mínima suspeita". Ou seja, o que está em causa não é o interesse público, mas sim a imagem do governo!

O mesmo se passou com Pinho; o que esteve em causa não foi o seu desempenho desastroso à frente do Ministério da Economia (por vezes o ministro dava-se ao trabalho de "safar" (sic) uns quantos empregos), mas sim a sua imagem e a do governo.

Já para não falar do momento de comoção que Sócrates provocou no país com a sua patética entrevista a Ana Lourenço.

E o mesmo acontece agora com esta proibição de duplas candidaturas.

Algumas questões afloram à nossa mente a propósito de mais esta hipocrisia política:

- O que há de substancialmente diferente entre as europeias e legislativas que justifique a diferença de critério? A esta pergunta João Tiago Silveira, entretido a colar etiquetas no símbolo do PSD que tem no seu quarto, não responde.

- Se Ana Gomes e Elisa Ferreira não tivessem já garantido o seu tacho em Bruxelas, a decisão seria a mesma? Como reagiria Ana Gomes? Imagino que do mesmo modo que Leonor Coutinho que sabe agora, a meio do "jogo", que vai ficar sem o lugar no Parlamento e perder a Câmara de Cascais para Capucho...mas claro Leonor Coutinho não tem o mesmo peso de Ana Gomes...(e nem que sequer produz o mesmo sound-bite)

- como pode Elisa Ferreira afirmar que sente o apoio "suficiente" do PS à sua candidatura à Câmara Municipal do Porto? Suficiente? Não será com certeza suficiente para evitar uma derrota histórica do PS no Porto...ou mesmo para não ter de ouvir declarações das do género de Pedro Baptista, dirigente do PS/Porto, que diz que se trata da "vitória dos princípios. Esperemos que no Porto estas directivas sejam cumpridas".

Enfim, uma série de questões às quais o PS, apelará à Blue State Digital para que lhes dê resposta...

sábado, 9 de maio de 2009

Vamos brincar à democracia?

Alguém no PS se deve ter lembrado de convidar Elisa Ferreira para brincar às eleições. E ela aceitou. Andam ela e o Partido Socialista a brincar à democracia:

“Eu vou ao Parlamento Europeu (PE) assinar o nome. Quero é vir para cá para o Porto”, declarou a candidata durante uma visita ao bairro do Viso.

Aguardam-se as declarações dissonantes Vital Moreira; será o clímax.

Já muitos o disseram. Já aqui foi dito. E Paulo Rangel voltou a recordá-lo.
Estou seguro que os portugueses não o esquecerão.