Faltando o pão, como falta e como faltará mais ainda, significa que vamos todos ralhar uns com os outros. A natureza e o grau dos sacrifícios que se impõem são de molde a fazer descarrilar a nossa tendencial acomodação aos destemperos de quem manda. Impunha-se portanto, numa altura destas, uma quase frenética actuação por parte do governo na identificação e eliminação das situações de injustiça relativa e abuso que grassam no país. Fazer passar a mensagem de que se está a acabar com o abuso e o excesso, para todos, é a única forma de assegurar um mínimo de tolerância e de razão por parte dos contribuintes para o que aí vem. Manter gastos esdrúxulos como a RTP, não mexer na política de prémios em empresas públicas monopolistas, permitir vencimentos injustificados como o do Governador do Banco de Portugal, não ajudam à festa. Também não facilita que se permita e aplauda aparentes paradoxos como este. Não há exemplo, não há firmeza, não há justiça: este PEC não assegura mínimos olímpicos.
As “Noélias” do nosso tempo: entre o direito a morrer e o dever de cuidar
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A história de Noélia não é apenas uma história sobre eutanásia. É, antes de
tudo, uma história sobre sofrimento – e sobre aquilo que acontece quando
esse s...
Há 1 semana
totalmente de acordo...
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